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NOTÍCIAS NÁUTICAS

Oficina de vela movimenta Santa Catarina

Conhecida como polo produtor de lanchas e megaiates no Brasil, a cidade de Itajaí, SC, também chama atenção pela promoção da cultura da vela. Para quem deseja ingressar neste universo náutico, a ANI - Associação Náutica de Itajaí, com patrocínio da Catarina Náutica, uma das maiores revendedoras e distribuidoras de suprimentos náuticos brasileira, oferece uma oficina de construção naval. Com mensalidade de R$ 500, além de custos com materiais necessários para confecção de um veleiro de madeira, de 11 pés, o curso já entregou quase 100 embarcações, fomentando desde o esporte a vela como economia local.

De acordo com o presidente da ANI Vinicius Carvalho Santini e Silva, a oficina existe há 13 anos. Além disso, cerca de sete barcos são entregues ao ano e a procura segue em crescimento. “A oficina costuma ter fila de espera. Este ano, por exemplo, tivemos 19 interessados. É um curso que também viabiliza para muitas pessoas, que não teriam condições de ter o seu veleiro em fibra, terem o acesso ao mundo da vela”, avalia Vinicius.

O curso tem duração de 10 meses e um custo total de R$ 5.500 em mensalidades mais cerca de R$ 3.500 em materiais até a conclusão do veleiro pelo próprio dono. Apenas como comparação, um veleiro de fibra de vidro novo do mesmo tamanho custaria no mínimo R$25 mil. Durante esse período, o aluno, com ajuda de um profissional, aprende a construir uma embarcação desde o uso do molde até o corte do compensado naval, a montagem, a colagem e o acabamento.

“Um dos principais materiais usados na fabricação do veleiro são as resinas e massas epóxi da Tubolit, fabricante de massas anticorrosivas e isolantes para a construção naval que também é apoiadora do projeto. São materiais responsáveis por criar uma película impermeável e altamente resistente na embarcação. Cada modelo usa, em média, 8 quilos do produto”, explica o Roberto Deschamps, diretor da Catarina Náutica, patrocinadora do curso.

Crescimento dentro da náutica

Além de interessados em iniciar na vela, o curso também tem incentivado as pessoas a crescerem dentro da náutica. “Muitas pessoas, após terem contato com a vela e fabricarem o seu próprio veleiro de madeira, acabam gostando desse esporte/lazer e buscam por modelos maiores. Eu, por exemplo, fiz um curso, construí o meu veleiro de madeira e, hoje, tenho um veleiro de fibra de vidro de 22 pés”, explica Vinicius.

“A partir de um barco pequeno inicia a paixão pela náutica”, complementa Roberto Deschamps, diretor da Catarina Náutica, patrocinadora da oficina de veleiros de madeira. “O apoio à essa cultura fomenta toda a economia da região, desde setores ligados à náutica a serviços básicos e de lazer”.

A maior parte dos alunos faz barcos para o lazer, mas para alguns a prática vai além do ‘hobby’ artesanal. Wilson James Corrêa, por exemplo, também é ex-aluno do curso e hoje já trabalha como instrutor de vela. Ele dá aulas em veleiros clássicos, em Itajaí, indicadas para quem deseja aprender noções como: coordenação do leme e vela, direção dos ventos, manobras básicas e as nomenclaturas náuticas.


Fonte: Redação - Foto: Divulgação

js