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NOTÍCIAS NÁUTICAS

Caballo Loco é campeão da Classe C30 na vela oceânica em Florianópolis

Uma conquista suada, brigada, por apenas três pontos após seis regatas na raia de Jurerê, sede oceânica do Veleiros da Ilha. Assim foi o título inédito do Caballo Loco, de Ilhabela (SP) no 31º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, de 06 a 09 de fevereiro em Florianópolis. O barco paulista venceu também a primeira etapa do Campeonato Brasileiro da Classe C30, a ser concluído em julho na Semana de Vela de Ilhabela.





Na regata barla-sota decisiva deste domingo, Caballo Loco e Kaikias Maserati, campeão em 2019, brigavam de forma mais direta pelo título da C30, maior flotilha one design do campeonato com sete embarcações. Mesmo punido com a desclassificação após protesto do adversário, Caballo Loco chegou ao título com oito pontos perdidos, contra 11 do Kaikias, também de Ilhabela, que precisava vencer, mas chegou em quarto lugar.  





Loyalty, de Porto Alegre, corria por fora e acabou conquistando a última vaga no pódio após duelo acirrado com o Zeus Team, de Florianópolis. A tripulação catarinense do estreante Le Terrible (ex-Barracuda) ficou em quinto lugar, seguida por outros dois barcos do Iate Clube de Santa Catarina (ICSC): Corta Vento e Katana Portobello.





Em julho de 2019, o Caballo Loco já havia ganho outro título inédito, da Semana de Vela de Ilhabela. O comandante Mauro Dottori, atuando também como timoneiro da embarcação, enalteceu a conquista em Jurerê. “O circuito de Florianópolis é muito importante para a C30 porque também soma pontos para o Brasileiro. Não é fácil vencer entre tripulações de elevado nível técnico e muito bem preparadas”, enalteceu o campeão Dottori.





Fair play na C30 





O vice-campeão, Kaikias Maserati, reconheceu a atuação do vencedor. “Com a entrada da frente fria, a última regata começou com vento sul, com rajadas acima de 20 nós (40 km/h), e terminou com chuva. O Caballo Loco, demonstrando uma tática eficiente, nos marcou desde a largada, tirando nosso espaço na raia e liderou de ponta a ponta. Mesmo desclassificado devido a uma manobra irregular, foi o campeão merecidamente. Parabéns à tripulação”, elogiou o timoneiro do Kaikias, Beto de Jesus.





Dos nove barcos da flotilha nacional de C30, apenas dois não correram em Jurerê, o que valorizou o campeonato. “Estamos felizes porque o nível da competição foi elevado, em uma raia muito técnica, além da tradicional receptividade dos catarinenses. Agora vamos nos preparar bem para a Semana de Vela de Ilhabela, ajustar a tripulação a fim de mantermos o título brasileiro, nosso objetivo neste ano. Pelo que vimos em Florianópolis, teremos mais uma bela disputa em Ilhabela”, previu Beto.      





Medalha de bronze na classe, o comandante do Loyalty constatou que a C30 sai do circuito catarinense fortalecida. “Além de confirmar a competitividade a Classe C30 está revigorada com as tripulações muito empolgadas. Nosso barco estava muito rápido, em condições de brigar entre os primeiros. Cometemos pequenos erros que serão corrigidos. O mais importante foi ver a classe entusiasmada, unida e competitiva”, afirmou Alexandre Leal, timoneiro do barco do Veleiros do Sul (RS).   





As demais classes tiveram os seguintes vencedores: Crioula (IRC), Dourado (ORC), Dona Bola (RGS), Arretado (HPE), Taichi (Bico de Proa) e Mar Sem Fim (RGS Cruzeiro.  O 31º Circuito Ilha de Santa Catarina reuniu 34 barcos. Antes da Semana de Vela, em julho, a Classe C30 começará a correr a 20ª Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica, no fim de março.


Fonte: Redação - Foto: Divulgação

js